Sempre como autodidata, Angela Lemos desenvolveu seu talento artístico buscando um resgate do ritmo humano, em que o tempo para a contemplação não é desperdício, mas uma necessidade básica.

Seguindo este conceito, em contraste com o ritmo industrial contemporâneo, trabalhou primeiramente com tecelagem manual e design de móveis em madeira de demolição, chegando a ter lojas em Visconde de Mauá e Armação dos Búzios, ambas no Rio de Janeiro, e em Tiradentes, Minas Gerais.

Vivendo há mais de vinte anos em Búzios, onde foi proprietária da Divina Comédia, loja que mesclava antiguidades, móveis reciclados,  materiais de demolição e objetos utilitários e decorativos da época do Brasil Colonial, começou a pintar por diletantismo, usando a técnica de óleo sobre tela.

Somente em 2011 passou a utilizar tinta acrílica em seus trabalhos.

Com o desenvolvimento constante do processo criativo, em estreito contato com o mar e o ritmo de aldeia, preservando um tempo para admirar a natureza ou ouvir e contar “causos”, seu trabalho resultou em uma pintura de cores fortes e pulsantes.

Trabalhando entre o expressionismo figurativo e o abstracionismo, a artista plástica costuma utilizar a música como elemento indutor do processo de criação.

“Desde quando comecei a pintar, a música inspira o meu trabalho. De inspiração para se tornar a essência do trabalho foi uma consequência inevitável para mim.”
Atualmente, Angela Lemos mantém obras em exposição permanente no Rio de Janeiro na Galeria Meu BB na Fábrica Bhering.

“Pinto o que sinto e não o que vejo. Minha intenção é que cada pessoa sinta sua própria música ao contemplar a tela, por isso não identifico a fisionomia dos músicos. O importante para mim é a expressão de um sentimento que só a música nos proporciona.”

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